domingo, 22 de março de 2015

E sobre corrupção ...


No popular, corrupção é roubo. Então, o corrupto é um bandido, ladrão, larápio, salafrário, malandro, gatuno, etc. Roubar é uma decisão essencialmente pessoal, uma escolha - não sei se por desvio de caráter ou mal congênito - e vale para a retirada para si de objetos valiosos e bens grandiosos até para comportamentos que passam por cima dos acordos éticos e morais da sociedade.

Roubar o direito do outro. Furar fila, por exemplo, seja no cinema, no mercado..., no banco ...molhar a mão do guardinha pra não ser multado, não pagar as multas ou e ter um processo julgado rapidinho porque tem um primo muito esperto no serviço público que resolve qualquer problema... 


 E por ai segue a lista de vantagens que nós brasileiros bem conhecemos e amenizamos no nosso dia a dia alegando costumes culturais. Tudo isso é sim corrupção, é roubo, é crime, tem que ser punido rigorosamente, é claro: dos tubarões aos peixinhos. A impunidade é o veneno da nossa sociedade.

E, pior ainda, é repetir cegamente o mantra "se ele faz , eu faço também porque não acontece nada mesmo!".

 E assim caminha a humanidade por aqui. 

A corrupção não é praticada apenas por aqueles senhores engravatados que planejam ações milionárias dentro das repartições e hotéis cinco estrelas. Não é uma entidade abstrato que vive longe do nosso alcance sensorial. Ao contrário, é um mal que nasce dentro de casa, se alimenta dentro de casa, cresce assistindo atitudes e exemplos destorcidos: "vai meu filho, vai se dar bem na vida, custe o que custar". Corrupção não é o início, é consequência.

Eu lanço aqui um desafio, vamos repetir todos os dias: "por hoje, apenas por hoje, não vou roubar nem uma balinha, nem a caneta do colega, não vou trancar o carro do outro no estacionamento, não vou assinar qualquer papel sem ler, não vou ser cúmplice de malfeitos e nem vou aplaudir os que se proclamam semideuses".

Como diria o poeta - " é pau, é pedra, é o fim do caminho...".