| Península de Maraú |
Teve um tempo que nada importava!
A felicidade era tanta,
que a sensação de morte eminente
era o que havia de mais sublime.
Teve um tempo que nadar
nua no rio era como dar
braçadas na vida e chegar
onde jamais qualquer
peixe encantado chegou.
Teve um tempo que gritar
era a mais absoluta forma
de expressão divina.
O corpo estremecia como
sangue em ebolição e
desmaiava em sono profundo.
Teve um tempo que dizer
"eu te quero" era pecado.
Sussurrar "eu te desejo"
era como lançar palha
na fogueira e deixar o fogo
arder até o infinito.
E eu, me deixar queimar...
até derreter a alma.!
Esse fogo na verdade não arde. Muito bom o poema!
ResponderExcluirÉ o fogo da paixão!
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