terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Verão ...
E então eu pego um avião e vou ao encontro do sossego.
Dou mergulhos em águas claras, sem prender o ar.
Nado de braçadas largas até onde me é impossível chegar.
Deixo o sol penetrar em mim sem o menor pudor.
Dou tudo de mim, entre um gole e outro de paz infinita.
E então eu pego no sono profundo dos que acreditam em anjos.
O sonho é de calmaria: céu azul, risos frouxos, abraços mansos.
E então ele, sem licença, invade a cena, preenche o espaço,
com um simples e leve sorriso. Me lança um olhar de cumplicidade,
se aproxima galante, arrasta seus sábios pelo meu rosto.
Eu evito sua boca mas impossível desprezar tanta beleza.
E então, pego o avião de volta. Acima das nuvens, alcanço
pensamentos que jamais pisarão em terra firme. Chego em
casa sonolenta, corro para cama, me cubro com lençol fresco.
Não deu nem tempo de apagar a luz antes de voltar à realidade.
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