| Museu da República DF |
Corro para casa toda
Vez que a tempestade
Se aproxima.
Quero ver da janela
Os raios cruzarem o céu .
Raio de vida.
Que céus me oferece?
Já cansei de sorver o
Mesmo café amargo,
Todo santo dia.
Me aponta o rumo do
Velho caminho de
Cascalhos.
Gosto de comer poeira
De sentir os olhos
Arranhados pelo pó.
Gosto de sentar
Na lama da chuva.
Deixar meus pés
Afundarem no
barro mole
Sujar os cantos
das unhas.
Mergulhar no abismo
sem volta
Ressurgir das cinzas mornas
Mostrar meus dentes
de tubarão vingativo.
É a minha doce vida,
Que renasce todo
santo dia.
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