domingo, 29 de maio de 2016

CASCALHOS


Museu da República DF

⚡️
Corro para casa toda
Vez que a tempestade 
Se aproxima.
Quero ver da janela
Os raios cruzarem o céu .

Raio de vida.

Que céus me oferece?
Já cansei de sorver o
Mesmo café amargo,
Todo santo dia.

Me aponta o rumo do

Velho caminho de
Cascalhos. 
Gosto de comer poeira
De sentir os olhos
Arranhados pelo pó.

Gosto de sentar 

Na lama da chuva.
Deixar meus pés 
Afundarem no 
barro mole
Sujar os cantos 
das unhas.

Mergulhar no abismo 

sem volta
Ressurgir das cinzas mornas
Mostrar meus dentes 
de tubarão vingativo.

É a minha doce vida,

Que renasce todo 
santo dia. 

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