sábado, 11 de outubro de 2014
RE-Verso
Me viro pelo avesso
Canto um verso
Danço um tango
Tomo um trago
Peço um afago
Me viro pelo avesso
Pra ganhar um verso
Ganhar um beijo
Dar o troco
Ter um troço
Achar meu reverso.
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Entrega ....
| Península de Maraú |
Teve um tempo que nada importava!
A felicidade era tanta,
que a sensação de morte eminente
era o que havia de mais sublime.
Teve um tempo que nadar
nua no rio era como dar
braçadas na vida e chegar
onde jamais qualquer
peixe encantado chegou.
Teve um tempo que gritar
era a mais absoluta forma
de expressão divina.
O corpo estremecia como
sangue em ebolição e
desmaiava em sono profundo.
Teve um tempo que dizer
"eu te quero" era pecado.
Sussurrar "eu te desejo"
era como lançar palha
na fogueira e deixar o fogo
arder até o infinito.
E eu, me deixar queimar...
até derreter a alma.!
sábado, 4 de outubro de 2014
Pela boca...
Respiro pela boca!
Pela boca entra a vida
que me consome
Pela boça como as palavras
que me alimentam
Pela boca desenho meus
sentimentos mais secretos
Pela boca silencio meus
desejos mais secretos
Pela boca revelo
minhas outras mais secretas
Pela boca solto o fogo
que te queima
que me queima
que nos salva!
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Eleições 2014
Quando me perguntam em quem vou votar, muitas vezes respondo "não te interessa", ou digo a verdade, e às vezes até minto. Isso porque, quase sempre, a pergunta vem em tom agressivo, olhar fulminante, postura de quem não quer ser contrariado e vai tolerar ouvir opção diferente da que ele/ela acredita ser a melhor. E eu não estou nem um pouco disposta a entrar em qualquer debate insano entre forças contrárias. Não faço parte da turma que espuma ódio contra o adversário. Que xinga, ofende, inventa, trucida quem não veste a mesma cor que ele. Não entro nesse jogo de disputa pela verdade absoluta. A verdade é um bem individual, não cabe a ninguém colocar a sua goela abaixo do outro. E eu também não acredito nesse espírito patriótico oportunista, que baixa somente
no período eleitoral.
Política se faz no dia a dia: no respeito aos direitos individual e coletivo; em não se omitir diante dos desmandos e injustiças; em não aceitar favores e propinas (e nem oferecer favores e propinas) para obter vantagens - seja uma promoção no trabalho, seja uma vaga no estacionamento; é não dar desfalques ou calotes; não usar sua condição econômica ou/e política para pisotear o menos favorecido; é não usar de violência física e/ou verbal contra quem você enxerga diferente; é oferecer um lar saudável para as nossas crianças.
Somos sim, todos cidadãos políticos. E aqueles escolhidos para nos representar nos poderes, não são deuses salvadores da pátria. Alguns são até o capeta em forma de gente. Mas eles só chegam até lá porque nós os colocamos. E depois, lavamos as mãos, fechamos os olhos, os deixamos livres para usufruir das benesses sem prestar contas, espalhamos milhos dourados para galinhas famintas.
Eleição é sempre uma nova chance de varrer os entulhos e recolher os estercos. Eu adoro votar, sempre me emociono diante de uma urna. Tenho sempre a ilusão de que estou ajudando a colocar o país no trilho, que mais brasileiros vão acordar sorrindo na segunda-feira.
Domingo não deve ser diferente. Apesar de ter perdido a vontade de brigar, eu não perdi a capacidade de me indignar. E muito menos, de sonhar!!
domingo, 28 de setembro de 2014
LARANJA blog da Elisa Mattos : Laranja, o Blog
LARANJA blog da Elisa Mattos : Laranja, o Blog: Muitos me perguntam porque meu blog se chama LARANJA. Simples como a fruta: por causa de uma cena que me comoveu na praia de Ondina/...
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Some....
Por onde você andava bem na hora que eu mais precisava
de você perto?
Porque você dormiu bem na hora que eu mais precisava
te ouvir ?
Como você me deixou falando sozinha bem na hora que eu
mais precisava calar?
Onde você se escondeu bem na hora que eu mais precisava
do seu ar?
Quando resolveu me largar bem na hora que eu mais precisava
te pegar?
Que sorriso é esse bem na hora que eu mais precisava
arrancar seus olhos?
Toma, pega meu beijo ardente e some da minha frente!
de você perto?
Porque você dormiu bem na hora que eu mais precisava
te ouvir ?
Como você me deixou falando sozinha bem na hora que eu
mais precisava calar?
Onde você se escondeu bem na hora que eu mais precisava
do seu ar?
Quando resolveu me largar bem na hora que eu mais precisava
te pegar?
Que sorriso é esse bem na hora que eu mais precisava
arrancar seus olhos?
Toma, pega meu beijo ardente e some da minha frente!
| Estação da Luz SP |
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Crônica de uma bicicleta feliz ....
| Paraty RJ |
" - como eu gosto de bicicleta!!"
Subir na bicicleta e tomar o rumo que o vento levar, é um ato de liberdade, a primeira transgressão de uma criança. A aventura de partir em alta velocidade, montado em duas rodas , sabendo que vai voltar, mas deixando nos outros a incerteza da volta, provoca uma euforia na alma infantil que jamais se esquece. É a fuga de mentirinha, o sumiço de poucas horas ou poucos minutos dos olhares vigilantes .
Menina de 8, 9 anos, eu morava na Vila Planalto, no acampamento da Rabelo, uma espécie de condomínio de chão de terra batida, onde viviam operários, funcionários públicos, migrantes... todos em harmonia dentro da mesma cerca. A minha aventura era pegar a bicicleta e ultrapassar os limites, chegar em outras ruas e descobrir seus encantos. Fazia isso com o coração na boca, assustada, com medo do imprevisível.
Procurava atalhos, admirava as casas, catava frutinhas do cerrado ... e voltava esbaforida, antes de ser descoberta. Um dia levei um tombo porque a borracha do guidom saiu na minha mão. A ponta do ferro bateu no canto da minha boca e fez um pequeno corte, sangrou mas eu não podia confessar minhas fugas e agüentei firme. Adoro a cicatriz que trago até hoje, sinal de uma bela lembrança .
Tempos depois, nos mudamos para a Asa Sul e a bicicleta continuou sendo minha companheira de passeios e exploração da redondeza. E também um instrumento perigoso nas mãos de uma Elisinha endiabrada. Uma vez briguei com a Patricia, minha melhor amiga, e resolvi castigá-la.
Ela emburrada, teimava em ficar encostada no carro com as pernas esticadas, provocativa. Eu, sem a menor dó, guiando em círculos, passei diversas vezes com os pneus da bicicleta em cima dos pesinhos finos dela. E ela firme, não chorava e nem pedia para eu parar. Foi um duelo de titãs!
Quando comecei a trabalhar, a primeira coisa que comprei com o meu primeiro salário foi.... uma bicicleta! Cor de rosa, com cestinha, como essa que me encontrou em Paraty. Era uma Caloi Ceci, o bibelô da época e eu achava a coisa mais linda! Numa tarde de sábado, fui até ao Conjunto Nacional e comprei o meu possante à vista, bem metida. Dispensei a entrega e fui pilotando minha Ceci entre as quadras até a 112, onde eu morava. Cheguei lá exibindo minha Ferrari com o maior orgulho: a bonitona era minha, comprei com o meu dinheiro!
Um dia, talvez pela lei do retorno ou praga da Patrícia, fui perseguida por uma matilha de cães enfurecidos, que pareciam querer me comer viva. Na intenção de chegar rápido na beira do lago, em embrenhei no mato entre a L2 e a avenida das Nações. Lá no meio, tinha uns barracos bem miseráveis e ao me aproximar, surgiu a cachorrada voando em minha direção. Sempre tive muito medo de cachorros, fiquei apavorada!
Fazer o que?? acho que gritei por socorro mas não apareceu ninguém. Se eu descesse da bicicleta, os bichos me avançavam. Continuei pedalando forte e espantando com chutes os cães com os dentes mirando minhas pernas. Nada me aconteceu por puro acaso porque o cenário era perfeito para eu ser destroçada !
Em compensação, num dia guardado com carinho na minha caixinha de lembranças, um príncipe me levou para casa, de madrugada, na garupa da sua bike. Vimos a manhã chegar navegando no deserto verde do Eixão, ao som do vento e gritos do sol. Foi de fato um belo amanhecer !
Também já naveguei na areia úmida da beira mar. Que delicia! A bicicleta desliza como as gaivotas, vai longe, rumo ao infinito. É a tal sensação de liberdade que te esbarra no caminho. Voltar pra que??
A praia é longa, vazia, linda, tem piscinas com peixinhos coloridos, pescadores que surgem do nada e te cumprimentam com sorriso largo. A bicicleta já me levou várias vezes ao paraíso !
Hoje em dia, ando pouco na minha bicicleta. Ela fica lá, trancafiada num quartinho da garagem, que só o zelador do prédio tem que a chave, e é difícil o processo todo de libertar a bicicleta. Isso me faz pensar agora o quanto eu estou lutando pouco pelo meu direito de explorar novos caminhos, deixar o vento contra bater forte no meu rosto e me levar para longe, para o novo desconhecido !!!
Doce perfume ....
Aonde eu pretendo chegar
caminhando assim:
passos lentos
cabeça baixa
olhos marejados
cabelos arrepiados
passos lentos
cabeça baixa
olhos marejados
cabelos arrepiados
pés descalços?
Seria pedir demais
para que aquela
roseira amarela
cheia de espinhos
folhas murchas
perfume doce...
saisse do meu caminho
e me deixasse seguir
em paz?
Que dia afinal vai
cair aquela
chuva abençoada
que você prometeu
naquele dia que
segurei sua mão até
você pegar no sono?
Aonde eu pretendo chegar
caminhando assim:
dentes cerrados
olhos fechados
cabeça ao vento
roupas rasgadas
e de mãos dadas
com o meu velho amor?!
cheia de espinhos
folhas murchas
perfume doce...
saisse do meu caminho
e me deixasse seguir
em paz?
Que dia afinal vai
cair aquela
chuva abençoada
que você prometeu
naquele dia que
segurei sua mão até
você pegar no sono?
Aonde eu pretendo chegar
caminhando assim:
dentes cerrados
olhos fechados
cabeça ao vento
roupas rasgadas
e de mãos dadas
com o meu velho amor?!
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Eu...
Eu?
Eu não sou dessas
que saem por ai
traçando o destino
buscando desventuras
acordando na sarjeta
Eu sou dessas
Que ficam por aqui
apagando o destino
encontrando aventuras
dormindo no paraíso .
sábado, 6 de setembro de 2014
Desencontro...
211 Sul |
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
A VOLTA.....
chegar em casa
despertar sorrisos,
lambidas, beijinhos,
abraços e carinhos.
ir longe, atravessar montanhas, decifrar calçadas, debruçar
em muros, fechar os olhos para enxergar
melhor o infinito.
o melhor da viagem
é a bagagem da volta.
o vermelho vida que toma conta de mim <3
vagalumes ....
Areias geladas também foram muitas as tocadas pelos meus pés.
Em cada lugar, um mar diferente na cor, na brisa, no redemoinho que traz pra margem a areia do profundo oceano.
Já pisei muitos oceanos, cada um mais quente que o outro!
Gelados oceanos também tocaram meus pés, me arrastaram para o mais alto dos céus .
Agora fico eu por ai ... vagando... esbarrando em vagalumes
nas esquinas...
sangue, ferro e fogo...
Faz tanto tempo que não choro !
Não falo do choro manso,
de lágrimas que escorrem lentas
ao ouvir uma música de amor perdido
ou com a cena da morte do cãozinho fofo
da família perfeita do filme romântico .
Falo do choro de alma desesperada
do choro de grito calado
do corpo encolhido no canto da cama
rogando a Deus que a morte chegue logo
para aliviar meu coração.
Da ultima vez que um choro
destruiu meu dia
foi naquela noite em que me deixei
levar pela ilusão
de que a bicicleta na garagem
a cabana na praia deserta,
o luar invadindo a varanda
o casaco de lã azul claro na gaveta
a cerveja gelada no copo térmico
a toalha branca no chão
o travesseiro de penas de ganso na cama
e o beijo roubado na testa
... fossem provas suficientes
do pacto de vida eterna
feito à sangue, ferro e fogo.
Não foram.
Bastou o vaso de vidro
se quebrar
Para o encanto acabar
E eu chorar feito uma
louca sem alma
até me acabar.
Mas isso foi há tanto tempo ....
doce vento....
O vento que sopra para trás é o mais perigoso: derruba muros, destrói escadas, cava túneis, constrói terremotos, arruina castelos!
O canto doce do vento que sopra para trás é mais perigoso do que nadar em mar revolto em noite de tempestade: mata sereias.
O vento que sopra para trás pode dar infinitos saltos mortais para conquistar o coração da amada cega.
Nem precisa. A amada já caiu na armadilha do vento que sopra para trás.
Ela suspira noite e dia, noite e dia, noite e dia...
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
SP/RJ Olhar Urbano agosto/2014
Paisagem concreta...
Av. Paulista
Paisagem natural...
Paisagem humana...
Tão feia
Tão bela
Noturna
Solar
Bipolar!
| SP |
![]() |
| SP |
| Copacabana |
Santa Teresa |
| Santa Teresa |
Estação Sé |
| Rua Augusta |
| Rua Augusta |
Estação Sé |
| Parque das Ruinas Santa Teresa |
| Arpoador |
| ESTAÇÂO DA SÉ |
| Estação da Sé |
| Av. Paulista |
| MEB |
| Copacabana |
| Arpoador |
domingo, 10 de agosto de 2014
Dia dos pais....
De todas as saudades, a dele é a mais profunda.
Meu pai conheceu a miséria na infância, viu a guerra de perto na juventude, ajudou a traçar a cidade onde seus filhos cresceram. Sr. Flávio teve uma vida dura mas chegou à velhice com a serenidade dos sábios.
E nos deixou uma herança enorme: saber enxergar o mundo com o coração ❤️❤️❤️
Meu pai conheceu a miséria na infância, viu a guerra de perto na juventude, ajudou a traçar a cidade onde seus filhos cresceram. Sr. Flávio teve uma vida dura mas chegou à velhice com a serenidade dos sábios.
E nos deixou uma herança enorme: saber enxergar o mundo com o coração ❤️❤️❤️
| Brasília |
| Brasília |
| Brasília |
| Adicionar legenda |
| Méier RJ |
| Niterói |
terça-feira, 5 de agosto de 2014
pássaro ....
Tem
Um
Pássaro
No
Galho
Seco
No
Galho
Seco
Tem
Um
Pássaro
Um
Pássaro
Só
No
Galho
Seco
Seco
Galho
Com
Um
Pássaro
Só
Um pássaro pia só no galho seco tem um pássaro que pia só
no galho seco um pássaro pia só no galho seco tem um pássaro
que pia só no galho seco um pássaro pia só no galho seco
tem um pássaro que pia só no galho seco um pássaro pia só
sábado, 2 de agosto de 2014
Insônia ....
Tem noite que caminho
acima das nuvens,
no mais alto dos céus
Os sonhos ficam lá embaixo,
no banco da pracinha vazia,
silenciosa, pouca sombra,
com mangas maduras pelo chão
e enjoativo perfume doce no ar.
Tem noite que é melhor
brincar de pescar estrelas,
mergulhar no azul da sombra
chegar a lugar nenhum
ficar de olhos vidrados
para não correr o risco
de pegar no sono .
minha esquina....
| Cabo Frio |
Talvez o grande amor perdido
Talvez um novo grande amor
Talvez o anel de ouro que perdi
não lembro quando.
Talvez o anel de ouro
perdido não sei por quem.
Talvez uma caixa de papelão com um
ninhada de gatinhos gemendo de fome
embaixo da janela da viúva
Talvez o velho barbudo e bêbado sentado
ao pé do muro contando moedas
Talvez a menina que perdeu o rumo de casa
ao ficar perseguindo borboletas
Talvez o mundo colorido que pintei com
a caixinha de aquarela que ganhei
na infância do amigo do meu pai
Talvez a sombra de mim mesma,
que um dia fugiu de mim,
se estilhaçou em mil pedaços
e se deixou espalhar pelo vento.
sábado, 19 de julho de 2014
Nós dois....
Ele não é mais ele
Eu não sou mais eu
O dia é outro
A casa tem outro endereço.
Mas, quando o olhar
entra assim, penetrante
no meu e o sorriso
brilha mais que os olhos...
Ai!!! meu coração
dispara
Derrete
Derrama
a saudade pela cama
O choro é de felicidade
por saber que teve
um dia que aquele
amor era de verdade
Ele era ele
Eu era eu.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
domingo, 13 de julho de 2014
Dor de Pedras...
sábado, 12 de julho de 2014
O BILHETE....
No bilhete estava escrito:
"Vai com Deus e volta logo
para mim".
Na volta, ele não estava mais lá.
A cama, nem foi desfeita.
A toalha, seca como papel,
descansava no aparador da pia.
descansava no aparador da pia.
A escova de dentes, desapareceu
do pontinho de louça branca.
do pontinho de louça branca.
O bilhete... o bilhete...
o bilhete está aqui, amassadinho
o bilhete está aqui, amassadinho
guardado carinhosamente
dentro da minha mão esquerda
dentro da minha mão esquerda
fechada como concha.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Rosa amarela
![]() |
| SQS 208 |
Eu não vou me arrepender jamais de ter arrancado
aquela flor amarela daquele belo jardim.
Também não vou me arrepender de ter rasgado
a pagina central daquele livro romântico
Escrito por aquele poeta genial.
Muito menos de ter fechado a cortina
quando aquele belo sol de primavera
insistia em invadir meu quarto.
Só me arrependo mesmo de não ter gritado
bem alto o nome daquele que deixei partir
naquele trem desgovernado
que despencou rumo ao abismo.
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